Neste evento, me senti enlevado e patriótico, por ser contemporâneo de brasileiros tão especiais que construíram todo este campo do saber com paixão. É claro que, no evento, meu lado ambientalista se angustiou um pouco com as focas mortas nas fotos. Mas foi só uma foto. Fiquei também imaginando os trajes de frio sendo usados lá pelos cientistas, todo o trabalho de planejamento que envolveu navios (a coragem pra as pessoas desembarcarem do navio em mar nem sempre calmo), toda a negociação política nacional e internacional feita a partir daqui no Brasil pra que, ali, na península antártica, na ilha de James Ross, eles montassem acampamento e fossem fazer a heróica coleta dos fósseis. Sim, eu vi amonites, troncos fossilizados, instrumentos de escavação e otras cositas mais. Com isso tudo dá pra entender que a Antártida mantinha uma floresta primitiva com fauna de corpo volumoso caminhando por aquelas terras. E os vulcões, naquela época, não eram batizados com nomes difíceis de pronunciar (como o Eyjafjallajoekull) já que quem poderia pronunciá-los seriam os primatas e estes não viveram lá (sem comprovação deste fato até o momento) mas já davam seus recados para os vertebrados da região. Por falar em susto quase levei um ao olhar pro teto e notar uma fera nativa da região em 3-D, construída para a exposição: Plessiossauros me mordam, mas não me devorem, ainda quero saber mais sobre paleontologia! A expedição pelo saber continua...
Quem estiver com a agenda cheia, arrume uma lacuna para a exposição, que fica em cartaz até 30/04/2010. Para saber mais sobre a expedição Paleoantar e se deliciar com o importantíssimo trabalho da equipe do MN bem como as belas fotos da região...
Prolongue este OlhO e rume com advérbio para:
http://www.museunacional.ufrj.br/MuseuNacional/eventos/antartica.htm
http://acd.ufrj.br/mndgp/pv/projetos_paleoantar/galeria/index.html